Produção de feijão deve cair e exportações recuam 53,8%
Estoques finais de feijão devem cobrir só 2,2 semanas em 2026
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O ano de 2026 deve marcar a consolidação dos acompanhamentos de preços de feijão realizados pelo Cepea/CNA, com ampla divulgação de preços médios diários em diferentes estados e regiões do Brasil, segundo dados que foram divulgados pelo Cepea. A iniciativa tende a ampliar a transparência e a leitura do mercado para produtores, compradores e agentes da cadeia.
Com esses boletins, as divulgações seguem permitindo compreender melhor as dinâmicas de comercialização. Segundo dados que foram divulgados pelo Cepea, os levantamentos ajudam a comparar o comportamento entre diferentes tipos de feijão e também a identificar como as regiões ofertantes e compradoras influenciam a formação de preços.
Além do feijão, o Cepea, em parceria com a CNA, busca ampliar os acompanhamentos de preços de outros produtos. Entre eles está o caupi, que, conforme referência citada no próprio material, corresponde a pouco mais de 20% da oferta nacional segundo a Conab.
No campo da produção, a Conab estima a temporada 2025/26 em 3 milhões de toneladas, volume 1,8% menor que o registrado na safra anterior. Segundo dados que foram divulgados pelo Cepea, esse recuo entra no cálculo do abastecimento nacional ao longo de 2026.
Considerando os estoques iniciais de janeiro de 2026, projetados em 106,8 mil toneladas, e as importações previstas entre janeiro e dezembro de 2026, de 21,6 mil toneladas, a disponibilidade interna deve alcançar 3,13 milhões de toneladas. Esse total reúne o produto colhido no ciclo e o volume disponível para comercialização no mercado doméstico.
Do lado da demanda, a estimativa é de consumo interno de 2,8 milhões de toneladas em 2026 e exportações de 214,4 mil toneladas. Pesquisadores do Cepea reforçam, segundo dados que foram divulgados pelo Cepea, que o consumo permanece no mesmo nível de 2025.
Já as exportações, ainda conforme pesquisadores do Cepea, devem ser 53,8% menores em 2026. Esse ajuste ocorre após um ano de 2025 com números recordes de embarques, o que muda a referência de comparação para o setor.
Com esse balanço, o estoque final projetado é de 118,4 mil toneladas, semelhante ao observado em 2020/21 (122,4 mil toneladas). Segundo dados que foram divulgados pelo Cepea, esse volume seria suficiente para atender a demanda nacional por apenas 2,2 semanas, sinalizando um nível apertado de cobertura.
Mesmo com esse quadro, pesquisadores do Cepea destacam dois desafios centrais para 2026. O primeiro é encontrar formas de alavancar o consumo interno, que acumulou redução superior a 11% nos últimos seis anos.
O segundo desafio é sustentar um volume expressivo de exportações, especialmente depois do desempenho histórico registrado em 2025. Segundo dados que foram divulgados pelo Cepea, equilibrar mercado doméstico e presença externa deve seguir como ponto-chave para a cadeia do feijão ao longo do ano.